A criança como sujeito que produz cultura
Na educação infantil, a criança é reconhecida como um sujeito que produz cultura, interage com o mundo ao seu redor de maneira ativa e significativa e que, mesmo antes da escolarização formal, já manifesta formas próprias de pensar matematicamente. Essa manifestação não ocorre de maneira abstrata, mas a partir da interação com objetos, situações, jogos e experiências que fazem sentido em seu cotidiano.
O brincar como via natural de aprendizagem matemática
Na Educação Infantil, o brincar não é apenas uma atividade recreativa — é a linguagem da infância e um potente instrumento de construção do conhecimento. É por meio do brincar que a criança investiga, formula hipóteses, experimenta ideias matemáticas e atribui significados ao mundo ao seu redor.
Essa vivência lúdica permite que ela estabeleça relações, compreenda quantidades e estruturas, e desenvolva seu raciocínio lógico em contextos que respeitam sua cultura, ritmo e interesses. A articulação entre metodologia e materiais concretos amplia essas possibilidades.
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC, 2017, p. 38) define os direitos de aprendizagem como conviver, brincar, participar, explorar, expressar e conhecer-se — direitos que devem ser garantidos por meio de práticas que integrem o brincar como eixo estruturante. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/96, Art. 2º) e as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (DCNEI) também afirmam o brincar como princípio pedagógico essencial ao desenvolvimento integral da criança.
Na Educação Infantil, o brincar não é apenas uma atividade recreativa — é um direito fundamental da criança e um dos principais meios de expressão, descoberta e construção de conhecimento. De acordo com a BNCC (2017, p. 38), os direitos de aprendizagem — conviver, brincar, participar, explorar, expressar e conhecer-se — devem ser garantidos de maneira integrada às práticas pedagógicas, assegurando experiências significativas de aprendizagem.
Nesse cenário, o brincar assume o papel de mediador no processo de desenvolvimento do pensamento matemático. A vivência com jogos e materiais lúdicos permite que a criança estabeleça relações, formule hipóteses, compreenda quantidades e estruturas, e experimente ideias matemáticas em contextos reais e sensíveis. A LDB (Lei nº 9.394/96, Art. 2º) e as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Infantil (DCNEI) reforçam que essa etapa da educação deve promover o pleno desenvolvimento da criança, respeitando sua natureza e ritmo.
A articulação entre metodologia e materiais concretos amplia essas possibilidades.
Recursos como o Kit “Três Bichinhos”, o “Painel das Quantidades”, o “Jogo do Cabo de Guerra” e o “Jogo da Árvore”, desenvolvidos pela MMP, são exemplos que incorporam o lúdico e o pedagógico em uma só linguagem. Esses materiais oportunizam à criança vivenciar noções de contagem, comparação, localização espacial, relações de causa e efeito, e princípios de lógica, ao mesmo tempo em que se movimenta, interage e se expressa.
Já a aplicação didática desses recursos pode ser orientada pelos campos de experiência da BNCC, conectando de forma prática as situações de aprendizagem aos direitos de desenvolvimento e às habilidades esperadas para essa etapa da educação. Recursos como o Kit “Três Bichinhos”, o “Painel das Quantidades”, o “Jogo do Cabo de Guerra” e o “Jogo da Árvore”, desenvolvidos pela MMP, são exemplos que incorporam o lúdico e o pedagógico em uma só linguagem. Esses materiais oportunizam à criança vivenciar noções de contagem, comparação, localização espacial, relações de causa e efeito, e princípios de lógica, ao mesmo tempo em que se movimenta, interage e se expressa. São situações em que os direitos de aprendizagem não apenas são garantidos, mas vivenciados em plenitude.
A aplicação didática desses recursos pode ser orientada pelos campos de experiência da BNCC. Por exemplo:
- No campo “Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações”, a criança explora conceitos matemáticos como medida, forma e número de maneira concreta e situada, utilizando materiais como o Painel das Quantidades ou o Jogo da Árvore, que estimulam a contagem, a percepção espacial e a comparação de quantidades.
- No campo “O eu, o outro e o nós”, ao jogar com colegas utilizando o Jogo do Cabo de Guerra ou o Kit Três Bichinhos, a criança desenvolve empatia, respeito às regras e capacidade de negociação, exercitando também a cooperação e a resolução de conflitos.
- No campo “Corpo, gestos e movimentos”, materiais como os blocos lógicos e os bonequinhos para vestir promovem a integração entre raciocínio lógico, motricidade fina e expressão corporal, consolidando a aprendizagem de maneira significativa e prazerosa.
Inclusão que nasce do brincar: cada criança conta, cada jogo acolhe. Essas experiências não apenas constroem o conhecimento matemático, mas fortalecem vínculos afetivos e sociais, essenciais ao processo de aprender na infância. Elas também promovem a inclusão de crianças com diferentes formas de aprender, respeitando a neurodiversidade. O brincar simbólico, quando mediado por materiais como os jogos da MMP, permite que cada criança se aproprie do jogo conforme sua linguagem e ritmo, ressignificando regras, criando novas narrativas e ampliando o sentido do material. Assim, os recursos tornam-se espelhos do pensamento infantil e alavancas para ações autorais e protagonismo, assegurando o direito de aprender de forma significativa e respeitosa para todas as infâncias.
Fundamentação metodológica
Por que é tão importante conhecer os fundamentos teóricos por trás do que aplicamos em sala de aula? Porque a prática pedagógica que se ancora em bases sólidas ganha coerência, intencionalidade e eficácia.
O uso do brincar como base metodológica para o ensino da matemática na Educação Infantil encontra suporte em diversas abordagens contemporâneas. Segundo Kishimoto (2010), o brinquedo e o jogo são formas privilegiadas de inserção da criança na cultura, favorecendo o desenvolvimento cognitivo, motor e social. Em consonância, Vygotsky (1991) defende que o brincar simbólico permite à criança operar em níveis superiores de desenvolvimento cognitivo, ao antecipar comportamentos futuros.
Na perspectiva construtivista de Piaget (1975), a manipulação de materiais concretos permite que a criança desenvolva noções de conservação, classificação e seriamento, fundamentais à construção do pensamento lógico-matemático. Ao integrar essas contribuições, o trabalho com materiais da MMP insere-se em uma prática pedagógica significativa, capaz de articular o lúdico ao processo de construção do conhecimento.
Complementos visuais e recursos para aprofundar
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Conclusão: a matemática como linguagem da infância
A trajetória da criança na educação infantil é profundamente marcada por sua capacidade de brincar, experimentar e significar o mundo ao seu redor. Como vimos, o pensamento matemático se constrói com naturalidade quando respeitamos o direito de brincar e oferecemos oportunidades que dialogam com sua cultura e linguagem.
Materiais concretos, como os desenvolvidos pela MMP, não apenas espelham ideias matemáticas, mas potencializam o protagonismo, a autoria e a inclusão, aspectos centrais da prática pedagógica contemporânea. Através deles, os direitos de aprendizagem se tornam reais e vividos.
Convidamos você, educador, a refletir: de que forma o brincar e os materiais concretos estão presentes em sua prática diária? Que novas possibilidades podem emergir quando escutamos a criança e a colocamos no centro do processo de aprender?
Que este texto inspire novas ações e transforme cada brincadeira em uma oportunidade de aprendizagem potente, significativa e encantadora.
A educação infantil é, portanto, um território de possibilidades. A matemática, quando vivida no concreto, na ludicidade e no afeto, torna-se uma linguagem potente que amplia o repertório da criança e a prepara para dialogar com o mundo. Apostar em materiais de qualidade, como os da MMP, é investir em uma infância que aprende com sentido, prazer e profundidade.
Referências
KISHIMOTO, T. M. O brincar e suas teorias. 5. ed. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2010. LDB – Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. LLORENS, M. A. C. (Org.). Neurociência e educação: como o cérebro aprende. Porto Alegre: Penso, 2018. LLORENZATO, S. O lugar dos jogos nas aulas de matemática. Campinas: Autores Associados, 2006. PIAGET, J. A psicologia da criança. 2. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1975. VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1991.