Matemática no Enem 2025: como transformar os assuntos mais cobrados em conquistas concretas

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Entendendo o Enem: impacto social e educacional

Imagine uma grande peneira que ajuda a escolher os grãos mais preparados para virar farinha de qualidade. O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), criado em 1998 pelo INEP/MEC, funciona assim: ele ajuda a escolher quem está pronto para continuar os estudos na faculdade, mas também mostra para as escolas e governos o que está funcionando bem ou mal no ensino. É como um termômetro da educação no Brasil.

Mas o Enem não é só uma prova para selecionar quem vai entrar na faculdade. Ele é também um retrato do que todos os estudantes deveriam aprender ao longo da Educação Básica. Segundo a Base Nacional Comum Curricular (BNCC, p. 8), o Enem reflete as aprendizagens essenciais — aquilo que todo estudante tem o direito de aprender, independente da região onde mora ou da escola onde estuda. 

Assim como um boletim médico mostra a saúde de uma pessoa, o Enem revela a saúde da nossa educação. Ele influencia a formação dos professores, os materiais didáticos usados em sala e até mesmo como as aulas são planejadas. E como previsto na LDB (Lei 9.394/96, Art. 9º, IV), ele também ajuda o governo a definir os caminhos para uma formação comum e justa a todos os brasileiros. 

Em outras palavras, o Enem abre portas para o futuro de milhares de jovens e, ao mesmo tempo, aponta onde precisamos melhorar no presente. É por isso que sua importância vai muito além das notas.Assim como um boletim médico mostra a saúde de uma pessoa, o Enem revela a saúde da educação do país. Ele influencia diretamente a formação de professores, a produção dos livros e materiais usados em sala e também as próprias estratégias de ensino das escolas. 

Conforme previsto na LDB (Lei 9.394/96, Art. 9º, IV), essa avaliação ajuda a União a estabelecer diretrizes para garantir uma formação básica comum a todos. Dessa forma, o Enem é uma ferramenta reguladora que não apenas mede, mas também direciona os caminhos da educação básica em nosso país. 

O emocional também conta: o papel da confiança na hora da prova

No contexto desafiador do Enem, especialmente nas provas de Matemática, o material concreto se destaca como um recurso pedagógico essencial. Muito além de um simples suporte didático, ele atua como mediador entre o conceito abstrato e a construção de confiança no estudante. 

Ao utilizar ferramentas como o Geoplano ou a balança numérica, o estudante vivencia o conteúdo de forma tátil e visual. Esse contato direto com a matemática — que se torna visível e manipulável — proporciona a transição do concreto para o pictórico, e depois para o simbólico. Essa trajetória de aprendizagem fortalece a compreensão e internalização dos conceitos matemáticos, conforme proposto por Jerome Bruner em sua obra Toward a Theory of Instruction (1966), na qual ele descreve três formas de representação do conhecimento: enativa (ação), icônica (imagem) e simbólica (linguagem abstrata). Ao transitar entre essas etapas, o estudante constrói significados sólidos, conectando o que faz com o que vê e, posteriormente, com o que pensa de forma abstrata. 

Esse processo permite que o estudante, ao alcançar o nível abstrato, sinta-se mais seguro diante dos desafios propostos. A familiaridade com o raciocínio, construída com base em experiências práticas, contribui diretamente para a autoconfiança. E essa autoconfiança, como sugere a BNCC (p. 9), é parte do desenvolvimento integral do estudante ao promover o “conhecer-se, apreciar-se e cuidar da sua saúde física e emocional”. 

Diante das pressões sociais, familiares e psicológicas que envolvem a preparação para o Enem, o material concreto oferece mais do que apoio didático: ele é uma ponte para o equilíbrio emocional. Ao compreender profundamente o conteúdo por meio da manipulação e da experimentação, o estudante passa a confiar em sua própria capacidade de resolver problemas — o que reduz a ansiedade e melhora o desempenho. 

Assim, ao integrar metodologias concretas ao processo de ensino, criamos não apenas estudantes mais preparados academicamente, mas sujeitos mais confiantes, resilientes e emocionalmente prontos para os desafios da vida e das avaliações. 

A matemática que reprova: dados e desigualdades

Segundo dados do INEP, em 2024, a média nacional na prova de Matemática foi de 529 pontos, uma queda em relação ao ano anterior. Agora imagine que, entre milhares de jovens brasileiros, muitos tiveram dificuldade de entender um simples gráfico ou fazer contas com porcentagens. Isso não é apenas um número: é um retrato de uma juventude que, muitas vezes, não teve acesso aos recursos certos no momento certo. 

Essa realidade atinge, principalmente, estudantes da escola pública, que enfrentam desafios históricos de infraestrutura, formação docente e acesso a materiais didáticos de qualidade. Quando esses jovens sentam para fazer o Enem, carregam não só suas mochilas, mas também o peso da desigualdade educacional do país. É como mandar uma criança à feira sem antes lhe ensinar o valor do dinheiro ou como se faz conta de cabeça. Ela vai, tenta, mas volta com as mãos vazias e o coração triste por não saber negociar. Assim também acontece com nossos jovens quando enfrentam o Enem sem o preparo adequado, especialmente em Matemática. 

Por isso, os materiais concretos ganham um papel ainda mais importante: eles são ferramentas de equidade. Ao permitir que o estudante visualize e manipule conceitos matemáticos, promovem a compreensão real, fortalecem a confiança e ajudam a romper esse ciclo de baixa performance. O que está em jogo não é só uma nota, mas a possibilidade de mudar uma história. 

Os campeões do Enem: temas matemáticos mais cobrados e como aprender com materiais concretos

Com base em análises de edições anteriores do Enem, os temas mais recorrentes em Matemática aparecem quase sempre inseridos em contextos do cotidiano, exigindo interpretação e raciocínio lógico: 

  • Números inteiros e operações: aparecem em questões envolvendo lucro, prejuízo e deslocamentos. Relacionam-se à habilidade BNCC EF07MA03. No vídeo “Números Inteiros com Balança Numérica”, o canal MMPlay demonstra como a Balança Numérica permite ao estudante visualizar a ideia de positivo e negativo de forma concreta, equilibrando pesos reais para representar equações simples. 
  • Frações e proporções: usadas em receitas, mapas e comparações. Relacionadas às habilidades BNCC EF06MA07 e EF07MA12. No vídeo “Frações com Geoplano”, é possível ver como o Geoplano facilita a compreensão das frações por meio de representações geométricas. O aluno pode literalmente “ver” a fração, aumentando a clareza do conceito. 
  • Porcentagens: aplicadas em juros, descontos e estatísticas. Habilidade BNCC EF07MA07. O vídeo “Porcentagem com Laboratório Temático” mostra o uso de blocos proporcionais e representações visuais, permitindo que o estudante experimente variações percentuais de forma lúdica. 
  • Interpretação de gráficos e tabelas: aparecem em temas como saúde, economia e sociedade. Relacionam-se às habilidades BNCC EF06MA18 e EF09MA19. No vídeo “Gráficos e Tabelas na Prática”, os Laboratórios Temáticos da MMP são usados para propor desafios interpretativos reais, com dados e situações contextualizadas. 
  • Estatística descritiva: trata de média, moda e mediana em contextos escolares e sociais. Habilidade BNCC EF09MA18. No vídeo “Estatística com Materiais Concretos”, o uso de recursos visuais ajuda o estudante a organizar e interpretar dados com maior segurança e significado. 

Todos os vídeos estão disponíveis no canal MMPlay no YouTube. 

Esses materiais e vídeos complementam o aprendizado, simplificando conceitos que, em geral, causam grande dificuldade e ansiedade entre os estudantes. 

Por que o material concreto funciona: ciência, cérebro e aprendizado ativo

Redução da ansiedade e promoção da aprendizagem significativa

Segundo pesquisas em neurociência educacional, o uso de materiais concretos estimula o sistema límbico (relacionado às emoções), o que reduz a sensação de insegurança e medo diante de fórmulas abstratas. Como destaca a BNCC (p. 10), “a educação deve afirmar valores e estimular ações que contribuam para a transformação da sociedade”, acolhendo também as emoções no processo de aprendizagem. 

Inspirado por teóricos como David Ausubel e Lev Vygotsky, o método de material concreto permite ancorar o conhecimento em experiências reais. Por exemplo, o uso de geoplanos para entender frações ou de balanças numéricas para resolver equações torna o conteúdo mais compreensível e aplicável, ativando o pensamento crítico e a resolução de problemas — aspectos centrais nas competências da BNCC (Art. 26, LDB, Lei 9.394/96). Inspirado por teóricos como David Ausubel e Lev Vygotsky, o método de material concreto permite ancorar o conhecimento em experiências reais. Por exemplo, o uso de geoplanos para entender frações ou de balanças numéricas para resolver equações torna o conteúdo mais compreensível e aplicável, ativando o pensamento crítico e a resolução de problemas — aspectos centrais nas competências da BNCC (Art. 26, LDB, Lei 9.394/96). 

MMP na prática: recursos que fortalecem a aprendizagem e a autoconfiança

A MMP oferece kits pedagógicos alinhados à BNCC e às diretrizes curriculares nacionais. Produtos como o Geoplano Quadrado e Triangular, a Balança Numérica Matemática, o Mini Kit Álgebra e os Laboratórios Temáticos contribuem diretamente para: 

  • Consolidar os conceitos mais cobrados no Enem; 
  • Promover o protagonismo estudantil por meio da exploração ativa; 
  • Apoiar a recomposição de aprendizagens. 

Pesquisas em neuroeducação indicam que a manipulação de materiais concretos ativa áreas do cérebro ligadas à memória e à resolução de problemas, promovendo maior retenção e compreensão dos conteúdos matemáticos (Sousa, 2011; Immordino-Yang, 2016). A abordagem se alinha à proposta de Bruner (1966), que defende o desenvolvimento conceitual progressivo por meio de representações enativas, icônicas e simbólicas. 

Para conhecer os materiais recomendados para cada ano e etapa, acesse: www.mmpmateriaispedagogicos.com.br 

Veja também o vídeo com os temas que mais caem no Enem no canal da MMP no YouTube. 

Conclusão: matemática viva, acessível e transformadora

Mais do que uma avaliação acadêmica, o Enem se assumiu um papel decisivo na vida de milhões de jovens brasileiros, especialmente daqueles em situação de vulnerabilidade. Para muitos, milhões de jovens brasileiros, especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade. Ele não mede apenas conhecimentos: ele mede oportunidades. É um dos poucos momentos em que o talento pode vencer a desigualdade, e onde o esforço pode romper barreiras históricas.

Nesse contexto, o uso de materiais concretos assume um papel transformador. Ao tornar a matemática algo palpável, visual e manipulável, esses recursos didáticos não apenas facilitam a aprendizagem, mas também resgatam a autoestima dos estudantes. Eles dizem, de forma silenciosa e prática: “você consegue”. 

A educação, quando humanizada e contextualizada, tem o poder de interromper ciclos de exclusão. E é exatamente isso que acontece quando colocamos o material concreto nas mãos de um estudante que, até então, acreditava não ser capaz de aprender matemática. Não é só o conteúdo que se torna acessível — é o futuro que se aproxima. 

Leituras complementares

  • Metodologias ativas e tecnologias educacionais no ensino da matemática: o poder dos recursos concretos 
  • Matemática viva: Por que aprender precisa ser concreto, sensorial e divertido 
  • Matemática viva: Jogos, provas e olimpíadas como ferramentas de transformação educacional 
  • Matemática no Enem: como transformar desafios em conquistas com materiais concretos 

Referências 

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 27 ago. 2025. 

BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 23 dez. 1996. 

BRASIL. Ministério da Educação. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). Resultados do Enem 2024. Disponível em: https://www.gov.br/inep/pt-br. Acesso em: 27 ago. 2025. 

BRUNER, Jerome S. Toward a Theory of Instruction. Cambridge: Harvard University Press, 1966. 

IMMORDINO-YANG, Mary Helen. Emotions, Learning, and the Brain: Exploring the Educational Implications of Affective Neuroscience. New York: W. W. Norton & Company, 2016. 

SOUSA, David A. How the Brain Learns Mathematics. Thousand Oaks: Corwin Press, 2011. 

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