As férias chegaram. E com elas, aquele dilema que todo mundo que cuida de criança conhece bem: como entreter os pequenos e, ao mesmo tempo, garantir que eles não “esqueçam tudo” que aprenderam? 

É natural se preocupar com o tempo ocioso. Mas e se o ócio, esse tempo livre e desprogramado, não for o vilão da história? E se ele puder, na verdade, ser o melhor amigo da aprendizagem? 

Quando a criança está brincando, pode parecer que ela está apenas se distraindo, mas tem muita coisa acontecendo dentro da cabeça dela. O cérebro está em pleno funcionamento: criando estratégias, resolvendo problemas, testando ideias, memorizando. Isso acontece porque o brincar desperta emoção, curiosidade e movimento, ingredientes que deixam o aprendizado muito mais forte. 

É por isso que os jogos são tão poderosos. Eles ensinam sem cara de lição. Convidam a criança a pensar de forma leve, sem medo de errar. E, de quebra, criam momentos de conexão entre adultos e crianças. 

A matemática aparece onde a gente menos espera. Muita gente pensa que matemática é só número e conta. Mas ela está no raciocínio, na lógica, na percepção do espaço, na organização. Tudo isso pode ser explorado em brincadeiras que, à primeira vista, parecem apenas diversão. 

Brincadeiras populares como o jogo das pedrinhas, conhecido em muitos lugares como cinco marias, estimulam a coordenação, o foco e o pensamento sequencial. Já o Terra Mar, de origem africana, é um excelente treino de atenção e agilidade. O Pula Feijão trabalha mira, distância e comparação. E claro, a tradicional amarelinha, com sua ordem numérica e pulos organizados, é um convite prático à lógica e à contagem. 

Essas brincadeiras são a porta de entrada perfeita para jogos que seguem com o mesmo espírito, mas com materiais mais elaborados. Quer um exemplo? O Jogo do Caracol é uma delícia de jogar e, sem querer, trabalha sequência numérica e atenção. Já o Tangram Magnético desenvolve noções de forma, simetria e criatividade, perfeito para levar na viagem e montar até na porta da geladeira. 

A transição das brincadeiras livres para os jogos estruturados acontece naturalmente. Crianças que gostam de montar e criar vão se encantar com o Cubo Magnético, enquanto as que gostam de inventar histórias podem se divertir com o Mude Meu Look Magnético ou com o Faça a Face Magnético, onde padrões, emoções e linguagem se misturam de forma divertida. A Subida Maluca Magnética traz desafios com números em ordem crescente e decrescente, com uma boa dose de empolgação. E para quem ama usar as mãos, Costurando Ideias é um convite à organização, foco e pensamento sequencial. 

Esses jogos estão todos disponíveis no site da MMP Materiais Pedagógicos. São atividades pensadas para unir aprendizado e diversão, com materiais de qualidade, fáceis de usar e que encantam crianças e adultos. 

E para quem acha que os maiores não se interessam mais por jogos, vale experimentar a Roleta Matemática, ideal para praticar contas de forma divertida e desafiadora, ou o Avançando com o Resto Magnético, que trabalha divisão com raciocínio rápido e estratégia. 

Essas atividades são perfeitas para deixar o celular de lado por um tempo e se envolver em algo que une lógica, estratégia e prazer em aprender. 

Aprender não precisa ser sentado, em silêncio e com lápis na mão. A matemática está por toda parte: nas ruas, nos quintais, nos jogos e nas risadas. Quando oferecemos à criança oportunidades para brincar de forma ativa, intencional ou despretensiosa, estamos alimentando o que há de mais importante: a curiosidade. 

E como disse o educador Seymour Papert: “As melhores aprendizagens acontecem quando o aluno está envolvido, quando o desafio faz sentido e quando há espaço para criar.” 

Férias são uma chance maravilhosa de viver tudo isso com liberdade, afeto e imaginação. 

Então, da próxima vez que alguém perguntar o que seu filho está fazendo nas férias, você pode responder com orgulho: “Está brincando. E aprendendo muito com isso.” 

Bibliografia: 

  • Papert, Seymour. “A Máquina das Crianças: Repensando a escola na era da informática”. Artmed, 1997. 
  • Vygotsky, Lev S. “A Formação Social da Mente”. Martins Fontes, 1991. 
  • Piaget, Jean. “O Nascimento da Inteligência na Criança”. LTC, 1998. 
  • Tonucci, Francesco. “A Cidade das Crianças”. Cortez Editora, 1997. 

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