Neste fim de semana, estudantes de todo o Brasil enfrentará a segunda etapa do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), com foco nas áreas de Ciências da Natureza e Matemática. Mais do que uma prova, o ENEM representa um termômetro potente para avaliar não apenas o desempenho dos estudantes, mas também os caminhos percorridos pela educação básica brasileira.
O que é o ENEM e qual sua finalidade?
Criado em 1998, o ENEM é um exame que avalia o desempenho escolar ao final da educação básica. Seu papel foi ampliado ao longo dos anos e hoje é a principal porta de entrada para o ensino superior público, através do SISU, PROUNI e FIES, além de ser usado por instituições privadas e universidades internacionais.
Aberto a todos os concluintes do ensino médio, o ENEM também pode ser feito por treineiros (alunos que ainda não concluíram) que desejam se familiarizar com o formato da prova e acompanhar seu próprio desenvolvimento.
O peso da Matemática e o que ela revela
A área de Matemática e suas Tecnologias têm papel central no ENEM. Por se tratar de uma disciplina estruturante, sua nota é, muitas vezes, decisiva na composição da média final. É também um indicativo relevante para educadores e gestores sobre as aprendizagens consolidadas (ou não) ao longo da Educação Básica.
Segundo a BNCC, é fundamental que os estudantes desenvolvam competências como “mobilizar conhecimentos matemáticos para compreender a realidade e tomar decisões baseadas em dados” (BNCC, 2018, p. 531). A prova do ENEM, portanto, não cobra apenas cálculos, mas a compreensão contextualizada da Matemática no cotidiano.
Recomposição de aprendizagens: um desafio e uma oportunidade
A pandemia agravou as desigualdades educacionais e impactou a aprendizagem de milhões de estudantes. Nesse cenário, o ENEM funciona também como espelho das lacunas formativas. Para educadores, é uma chance de reavaliar práticas pedagógicas e promover a recomposição de aprendizagens de forma significativa.
Como aponta a LDB (Lei 9.394/1996, Art. 3º, IX), é dever do ensino garantir padrão de qualidade. A resposta a esse desafio passa por estratégias inovadoras, como o uso de materiais concretos.
Materiais concretos: aprendizados que vão além da decoração de fórmulas
Ao contrário da aprendizagem baseada na repetição mecânica, os materiais concretos promovem experiências sensoriais, visuais e motoras que potencializam a compreensão dos conceitos matemáticos. Isso é essencial para estudantes com diferentes perfis de aprendizagem, incluindo aqueles com neurodiversidades como TDAH e TEA.
A BNCC destaca a importância de “utilizar diferentes linguagens […] incluindo a matemática, para se expressar e partilhar informações” (BNCC, 2018, p. 9). Os materiais da MMP são exemplos disso: transformam teoria em prática, promovem protagonismo e colaboram para a aprendizagem significativa.
Experiências significativas que fazem a diferença
Em vez de “decorar” a fórmula de Bháskara, por que não montar um triângulo retângulo e explorar relações métricas? Em vez de apenas assistir à explicação, que tal construir um gráfico com pranchas e fichas coloridas? Essas são algumas das propostas da MMP para turmas de 8º e 9º anos, com kits como o “Relações Métricas no Triângulo Retângulo” e “Prancha para Gráficos”.
Essas estratégias permitem que o estudante compreenda, internalize e aplique o conhecimento com segurança, o que se reflete em melhor desempenho nas avaliações.
A Matemática como instrumento de transformação
Como afirmam as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN, 2013, p. 7), a Educação Básica deve assegurar “formação humana e cidadã”, o que passa pelo letramento matemático. Aprender Matemática é, portanto, mais do que resolver problemas: é desenvolver autonomia, pensamento crítico e capacidade de agir no mundo.
Neste fim de semana de ENEM, que educadores e estudantes olhem para a prova como uma oportunidade de diagnóstico, reflexão e (re)construção. E que a Matemática seja, cada vez mais, uma ponte para transformação social.
Referências
BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final homologada. Brasília: MEC, 2018.
BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica. Brasília: MEC/SEB/DICEI, 2013.
MMP MATERIAIS PEDAGÓGICOS. Catálogo 2025. Disponível em: www.mmpmateriaispedagogicos.com.br